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Análisis: Brasil se impone y presenta identidad bien definida para el mata-mata

Por Carmen Pérez · Publicado el · Actualizado

Análisis: Brasil se impone y presenta identidad bien definida para el mata-mata featuring Selección De Brasil

Selección Brasileña, Mundial 2026, Vini Jr, Neymar, Bruno Guimarães, Matheus Cunha, Rayan, Danilo, Alisson, Miami

SELEÇÃO VENCE A ESCÓCIA E DÁ MOTIVOS PARA CONFIAR EM UM TIME CADA VEZ MAIS COMPETITIVO NO MATA-MATA

Imposição e identidade. O Brasil, enfim, apresentou seu cartão de visitas nesta Copa do Mundo. Se o nervosismo condicionou a estreia e o Haiti era um adversário mais fraco, a vitória sobre a Escócia entregou mais do que a primeira colocação no Grupo C. A Seleção de Ancelotti conduziu o jogo a sua maneira e convenceu um torcedor que estava ansioso para ter motivos reais para acreditar no hexa.

Em Miami, o Brasil baixou as linhas quando necessário para atacar a profundidade e teve encaixe na marcação alta quando os escoceses não sabiam o que fazer com a bola. Era como se dissesse: se vocês vierem aqui, eu vou decidir nos contra-ataques. Se vocês ficarem com a bola aí, eu vou pressionar na parte mais perigosa do campo. E foi assim que a Seleção fez o placar logo no primeiro tempo.

Substituto de Raphinha, Rayan se mostrou incansável com e sem a bola. Recompôs, auxiliou Danilo no corredor direito e não deu sossego aos defensores da Escócia. Foi assim que forçou erro de Robertson para Vini abrir o placar logo aos seis minutos. O Brasil continuou em sincronia: o padrão era baixar linhas e marcar meia pressão, mas os gatilhos eram bem definidos para dar o bote.

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Aos 21, Vini saltou para dividir com Hendry e marcar o segundo, mas o VAR indicou falta duvidosa para anular o gol, algo confirmado pelo árbitro mexicano César Ramos.

A Escócia, em determinados momentos, tinha mais a bola, circulava no campo de ataque e não encontrava espaços. Quando apelava para cruzamentos, o Brasil defendia bem no jogo aéreo e protegia a área de arremates de média distância. Alisson praticamente não foi exigido. E, foi em mais um lance de pressão, que Cunha e Danilo impediram a saída para o jogo escocesa. Bruno Guimarães ficou com a bola e cruzou na cabeça de Vini. Dessa vez, valeu. Implacável o camisa 7 neste início de Copa do Mundo.

A volta do intervalo deixou ainda mais evidente a estratégia de “atração” da Seleção para atacar a profundidade em transições rápidas. Marcando em seu campo, o Brasil permitiu que a Escócia chegasse a mais de 60% de posse de bola em determinado momento e saia em velocidade assim que recuperava a bola. Foi desta maneira que Lucas Paquetá recebeu no grande círculo com espaço para servir Vini nas costas da última linha. Gunn impediu com os pés o hat-trick.

Pouco depois, não houve o que fazer em linda jogada de Bruno Guimarães para Matheus Cunha marcar o terceiro gol dele na Copa. Com a situação resolvida tanto no jogo quanto no grupo, Ancelotti descansou peças e deu ritmo aos reservas a partir da metade final do segundo tempo. Fabinho, Martinelli, Alex Sandro e Endrick tiveram minutos. Alisson fez boas defesas em finalizações após cruzamentos. O ponto alto, porém, foi a volta de Neymar após quase três anos. O camisa 10 teve pouco mais de 15 minutos em campo, mas isso merece uma texto a parte. O Brasil venceu, convenceu, e chegou para valer na Copa do Mundo.

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