Messi completa 39 anos e baila último tango sem pressão pela Argentina
Por Valeria Fernández · Publicado el · Actualizado
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Messi celebra seu 39º aniversário e se destaca como o maior artilheiro da história das Copas, desfrutando de sua última participação na competição com a seleção argentina.
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Não há nada como fazer o que ama sem o peso do mundo nos ombros. Atual campeão mundial, Messi completa 39 anos de vida em sua versão mais leve pela seleção argentina. Recordista e artilheiro, deixou para trás rótulos de derrotas com o time nacional para ser o cara da Copa do Mundo. Messi comemora gol da Argentina sobre a Áustria — Foto: Torbjorn Tande/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images. Lionel Messi está mais que acostumado a comemorar aniversários concentrado com os companheiros de seleção. Nascido no dia 24 de junho, data comum para Copa do Mundo, Copa América e Data Fifa, cansou de festejar na estrada. A verdade é que não posso pedir mais nada. Graças a Deus, como disse várias vezes, me foi dado tudo a nível esportivo. A única coisa que posso pedir é saúde para mim, para a minha família, para as pessoas que sempre estiveram perto de mim. E poder seguir desfrutando também de todos esses momentos, poder estar com esse grupo, que é um grupo que há muitos anos dá alegria ao nosso povo e segue à altura de cada competição, que em cada partida compete como se fosse a primeira, seja qual for o rival. Acima de tudo, seguir desfrutando de estar aqui — disse o craque após a vitória sobre a Áustria, em que se tornou o maior artilheiro da história das Copas. Messi não se aposentou da seleção em 2016. É um daqueles tópicos que podem gerar um "e se?", uma ideia de uma realidade alternativa do futebol em que a camisa 10 da Argentina não seria mais dele. Vale lembrar também que o debate entre Messi e Cristiano Ronaldo crescia cada vez mais na época. CR7 venceu a Eurocopa com Portugal e brilhou no Real Madrid na Champions League. Mudaria algo para o português? Ele seria campeão do mundo? Messi se aposentaria no Barça? A Scaloneta seria formada ou teria a mesma força da campeã mundial de 2022? Mbappé seria comparado com os maiores da história do esporte? São questões que nunca serão respondidas. Messi aguentou o peso de um país nos ombros por anos. O povo argentino não comemorava um grande título com a seleção desde 1993, antes mesmo da aposentadoria de Maradona. Colocar Lionel ao lado de Diego não era algo certo a se fazer. Um levantou com "La Mano de Dios" a taça do mundo em 1986, o outro chorou no Maracanã o vice para a Alemanha. Foi apenas em 2021 que o jejum acabou. Era o início da Scaloneta, a seleção do técnico Lionel Scaloni que venceu a Copa América sobre o Brasil e encerrou a seca. Foi também a chance de exorcizar o fantasma do Maracanã. Sete anos depois do vice para a Alemanha, Messi levantou uma taça no mesmo estádio. Isso não diminuiu o peso nos ombros dele. Os anos de magia de Messi no Barcelona não serão esquecidos ou menosprezados, mas o que o deixou marcado eternamente na história do esporte foi a Copa do Mundo de 2022. Sete gols, três assistências e o brilho de uma seleção que jogou por cada cidadão argentino. Messi foi campeão do mundo no Catar e colocou mais uma estrela na camisa argentina. Um crédito de "fim" encerraria da forma mais bela a trajetória de Messi. Mas ainda havia espaço para mais. Ele voltou ao país como lenda, no patamar máximo de idolatria. Os três anos e meio de ciclo até a Copa de 2026 foram de festa, emoções e alma lavada. Ao chegar na Copa da América do Norte, com 38 anos, o camisa 10 ainda tinha mais para entregar ao futebol. Messi chegou sem obrigação de nada. É claro que a Argentina quer defender o título e ser tetracampeã, mas a pressão não é a mesma. Os estádios lotados de Kansas City e Dallas cantaram "Messi, Messi, Messi" do início ao fim dos jogos, e o aclamado entregou o que pediram. Na estreia, três gols contra a Argélia. Depois, contra a Áustria, mais dois gols. Todos os gols da Argentina até a segunda rodada foram marcados por Lionel Messi, o maior artilheiro da história das Copas, com 18 gols. Quebrar recordes virou rotina na carreira do gênio que baila o último tango com a experiência de alguém que viveu tudo que poderia viver e agora desfruta a exaltação merecida.
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