Iranianos protestam antes de jogo e prometem levar bandeira proibida ao estádio
Por Pedro Díaz · Publicado el · Actualizado
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Manifestantes carregavam a bandeira do leão e do sol, símbolo do país até a revolução islâmica de 1979. A peça é um item proibido dentro dos estádios do torneio pela Fifa, que veta manifestações políticas em suas competições, mas os iranianos conseguiram en...
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Centenas de iranianos que se opõem ao atual regime do país se reuniram próximas a uma das entradas do estádio de Los Angeles, nos Estados Unidos, horas antes de a seleção asiática enfrentar a Nova Zelândia, nesta segunda-feira, na estreia do país na Copa do Mundo. Os manifestantes carregavam a bandeira do leão e do sol, símbolo do país até a revolução islâmica de 1979. A peça é um item proibido dentro dos estádios do torneio pela Fifa, que veta manifestações políticas em suas competições, mas os iranianos conseguiram entrar com ela no estádio. — Esse é um país livre, com liberdade de expressão — afirmou uma das organizadoras do protesto, sem revelar como pretendia levar a bandeira às arquibancadas. Iranianos já tinham se manifestado no local onde a seleção do país realizou o último treino antes do jogo, em Carson, cidade vizinha a Los Angeles. Eles acusam o atual governo de terrorismo e pedem mudança no regime hoje sob controle dos aiatolás. O Irã chegou aos Estados Unidos na véspera do jogo após meses de dúvidas sobre a participação da equipe na Copa por causa da guerra entre as duas nações. Por problemas na emissão de vistos, a delegação trocou o local de preparação, antes previsto para Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México. Parte da delegação, como presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, tiveram seus vistos negados e permaneceram no México. Além da Nova Zelândia, o Irã também enfrenta a Bélgica, outra vez em Los Angeles — onde existe a maior comunidade de iranianos fora do país —, e o Egito, em Seattle, pela fase de grupos.
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