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FIFA permitirá las banderas LGTBI en el Egipto-Irán

Por Pedro Díaz · Publicado el · Actualizado

FIFA permitirá las banderas LGTBI en el Egipto-Irán featuring Copa Mundial

A Fifa confirmou a liberação de bandeiras do arco íris no estádio em Seattle para o confronto entre Irã e Egito, rejeitando os pedidos de veto das duas seleções. Em oposição à medida, a federação iraniana cobrou posicionamento da entidade, argumentando que...

Bandeiras do arco-íris estão liberados no controverso “Jogo do Orgulho” da Copa do Mundo de 2026. A Fifa confirmou na quarta-feira que vai permitir manifestações de apoio ao movimento LGBTQIAPN+, ignorando os pedidos de veto de Irã e Egito. As seleções dos dois países islâmicos, que criminalizam relacionamentos entre pessoas do mesmo gênero, medem forças no encerramento do Grupo G, à meia-noite de sábado (horário de Brasília), justamente na Semana do Orgulho de Seattle, palco do jogo.

  • A Copa do Mundo da FIFA 2026 é um evento inclusivo que acolhe pessoas de todas as origens. Torcedores de todas as orientações sexuais e identidades de gênero são bem-vindos às partidas e eventos. Declarações gerais de direitos humanos, incluindo bandeiras do arco-íris e outras bandeiras que representam orientação sexual e identidade de gênero, são permitidas pelo Código de Conduta do Estádio da Copa do Mundo da FIFA 2026 e podem ser exibidas dentro dos estádios, desde que sejam usadas de maneira consistente com o código - afirmou a Fifa, em comunicado.

Embora libere os símbolos LGBT, a Fifa nega o rótulo de “Jogo do Orgulho” e ressalta as atividades da Parada do Orgulho de Seattle não têm relação com a partida entre Egito e Irã. No entanto, o Comitê Organizador Local da Fifa mantém em seu site e nas redes sociais a marca do “Jogo do Orgulho”, com programações fora do perímetro do estádio.

  • É preciso esclarecer que não haverá um “Jogo do Orgulho” na Copa do Mundo da FIFA. Haverá uma partida da Copa do Mundo da FIFA em Seattle e, no mesmo dia, eventos organizados por entidades externas acontecerão na cidade. Mas isso não tem nada a ver com a partida em si - disse Gianni Infantino, presidente da Fifa, em entrevista ao jornal suíço “Weltwoche”, em janeiro.

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O Comitê Organizador Local da Fifa em Seattle preparava ativações para o “Jogo do Orgulho” desde a confirmação que a cidade seria sede de um jogo da Copa do Mundo no fim de semana do Dia Internacional do Orgulho LGBT - 28 de junho é o aniversário da Revolta de Stonewall, um marco no movimento LGBT. Só que o sorteio dos grupos da Copa, em dezembro do ano passado, colocou justamente Irã e Egito como protagonistas da partida. Desde então, autoridades das duas seleções tentam desvincular o rótulo de “Jogo do Orgulho”.

  • A Federação de Futebol da República Islâmica do Irã leva este assunto a sério e comunicou claramente sua posição à FIFA. O Irã e o Egito são dois países muçulmanos com profundas semelhanças culturais e religiosas, e as opiniões expressas por ambas as federações refletem os valores e crenças compartilhados pelos povos de ambos os países.
  • Nossa posição é que nenhuma cerimônia ou atividade promocional associada a este movimento deve estar presente dentro do estádio ou como parte do ambiente da partida. Esta posição foi comunicada à FIFA pelos canais apropriados. Acreditamos que a FIFA deve levar em consideração as opiniões e preocupações das equipes participantes ao analisar questões relacionadas ao ambiente da partida e à apresentação do estádio.
  • A FIFA foi informada desta posição compartilhada por ambos os países e espera-se que tome as medidas necessárias para garantir que nenhuma cerimônia ou atividade promocional relacionada ocorra dentro do estádio ou como parte do ambiente oficial da partida - afirmou um porta-voz da seleção iraniana ao “The Athletic”, braço esportivo do jornal “The New York Times”. Em um post nas suas redes sociais, a seleção do Egito “recusou categoricamente a realização de quaisquer atividades relacionadas ao apoio à homossexualidade” durante o jogo contra o Irã.

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Fuentes

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